Hoje tá difícil fingir sorriso. Hoje até o céu não quis fingir comigo
Hoje não teve azul em lugar nenhum.
25/05/2012
das maldições que me afligem.
Malditas palavras que já não me consolam, nao me contém ou me descrevem. Maldito silêncio que faz tudo doer. Maldita dor que não me deixa escrever - sobre ela, sobre mim, sobre nada.
15/05/2012
Insira teu nome aqui.
Não te deixo alimentar esperanças, não te deixo sonhar ou escrever. Nós bem lembramos de como foi o último, nós bem lembramos de todas as lágrimas, de todas as despedidas e da saudade, ah, pelos céus, a saudade. Tanta que ás vezes nem cabia no peito, e eu me via te desenhando nos cadernos, te pedindo em letras e te ouvindo em músicas. Quase posso me lembrar do choque do primeiro adeus, da dor que chorei em colo amigo. E eu me lembro das palavras que você usou, vírgula a vírgula, lembro das músicas que escutei e dos textos que li pra te sentir mais perto. Mas foi em vão, você partiu, eu fiquei, e aos poucos o que era escasso sumiu. E por mais que sua sombra tremesse a minha vista, você se fora e eu não podia fazer nada. Nada além de olhar com carinho nossas lembranças. E de aprender pra não sofrer de novo. Palavra pouca e sorriso meu não vão mais me conquistar. Então nem vem, viu. Aquilo tudo que eu chorei, tudo o que doeu, uma vez só basta. Uma vez já é dor demais.
07/05/2012
Brisa de (a)mar.

E foi fácil assim, meus olhos fechados contra o vento, minha alma leve, tentando sair de mim. E eu não esperava que você fosse tão ideal. E eu não esperava me sentir tão bem ao teu lado, ou que sua voz fosse acalmar até as partes mais inquietas de mim. Eu não esperava não querer partir. Mas era paraíso, eu e você e mar, e minhas risadas permeavam suas palavras e eu me sentia em casa em sua companhia. E eu morri de medo de ficar, me deixar acomodar a sua presença, me deixar tocar pelos seus lábios e me apaixonar. Mas você vem e eu não sei resistir, e o toque é mais que estar em casa, é estar amor, e eu levito, plano, voo pra longe, pra nunca mais sentir outro coração no meu que não o seu. Mas foi tudo tão rápido e eu tenho tanto medo por que faz tão pouco tempo que eu receio estar indo longe demais (sozinha). Mas você segura minha mão e o caminho é só de ida, e esse é só o começo da estrada e não tem linha de chegada que nos impeça de caminhar. Vamos até onde o vento nos levar.
01/05/2012
26 de junho (de 2010).
A dor era tão intensa que não podia personificá-la: ela só existia, nua e cruel, e estava lá, assombrando-o com sua presença ininterrupta e fatal. Ele não podia dar-lhe um nome, fazer-lhe as malas, mandá-la embora ou lhe imaginar um destino. Só podia sentir. E sufocar.
24/04/2012
Dois pra lá.
Já faz é tempo desde a última vez que dancei por um sorriso (e como doeu), e não tenho mais os passos nas pontas de mim. Não conheço mais as canções de amor que me embalavam antes, desaprendi o pouco que sabia sobre me movimentar ao redor. O toque agora me assusta, ao invés de guiar. E a verdade é que não sei mais dançar. Já esfriou tanto em mim, essa coisa de amor, que nem sorrir amor eu sei mais. Ai, e agora? Ai, o que vai ser de mim?


